11 de out de 2010

Vivendo.

Ando me permitindo ultimamente.
Não há nada mais clareador a mente e aos pensamentos que ver a pessoa que um dia vc amou, nos braços de outra. É uma sensação esquisita, mas que não mata.
É como retratou a personagem da maravilhosa Lilian Cabral em "Divã", um filme nacional imperdível, com um fim desnecessário pra sua melhor amiga no filme. Disse ela:
-É como vc ver uma peça de roupa, que vc adorava, sendo usada por outra pessoa. E observando, vc perceber q essa roupa, caiu muito bem nessa outra pessoa. O que deve se desejar, é que esta roupa seja bem tratada.
Passei o sábado pensando nisso. Daí o bloqueio mental que eu AINDA estava se dissipou. Percebí que devo sim me permitir. Pois não existe apenas uma ou duas pessoas maravilhosas no mundo. Todos são especiais com suas singularidades.
Saí ontem, domingo. No maior estilo "quero ser conquistado". E como existe aquela tal "lei da atração e do pensamento", obtive sucesso. Foi gostoso ver alguém se esforçando pra que eu me sentisse bem, ter a mão novamente acariciada, e sem remorsos por isso. Fui deixado em casa. E isso foi tão gostoso quanto aquelas cenas de cinema. Em que a porta do carro se abre, vc entra em casa e dah pulinhos de felicidade! Sim, eu fiz isso.

"A felicidade aparece para aqueles que choram
Para aqueles que se machucam
E para aqueles que buscam e tentam sempre."
(Clarice Lispector)